Sexually transmitted diseases in a specialized STD healthcare center: epidemiology and demographic profile from January 1999 to December 2009

An Bras Dermatol. Jul-Aug 2013;88(4):523-9. doi: 10.1590/abd1806-4841.20132149.

Abstract

Background: Sexually Transmitted Diseases are still considered a serious public health problem in Brazil and worldwide.

Objective: To examine Sexually Transmitted Diseases prevalence and the sickness impact profile of STDs in a reference health center specializing in the treatment of Sexually Transmitted Diseases.

Method: We collected epidemiological, demographic, clinical and laboratory data from the medical records and interviews of 4,128 patients who had attended the center from January 1999 to December 2009.

Results: Male patients outnumbered (76%) females (24%), Caucasians outnumbered (74.3%) those of mixed race (14.8%), blacks (10.8%) and Asians (0.1%). STD occurrence was higher in the 20-29 age group (46.2%) This population included 34.7% high school graduates, 8.7% college graduates and 0.8% illiterates. As for affective-sexual orientation, 86.5% were heterosexual, 7.8% homosexual and 5.5% bisexual. Regarding patients' sexual practices over the previous 30 days, 67.7% reported sexual intercourse with one person, 8.6% had had sex with two persons and 3.9%, with three or more people. The highest incidence of STD was condyloma acuminata, affecting 29.4% of all the patients, genital candidiasis 14.2%, and genital herpes 10.6%. Of the 44.3% who submitted to serologic testing for HIV detection 5% were positive, with a ratio of 6.8 males to 1 female.

Conclusions: STD prevalence remains high in Brazil and it is necessary to invest in early detection, prevention and treatment.

FUNDAMENTOS: As Doenças Sexualmente Transmissíveis continuam sendo consideradas um grave problema de Saúde Pública no Brasil e no Mundo.

OBJETIVO: Conhecer a epidemiologia de um serviço de saúde público brasileiro especializado em Doenças Sexualmente Transmissíveis e o perfil de impacto das principais doenças diagnosticadas nesse serviço.

MÉTODO: Realizou-se a avaliação epidemiológica, clínica e laboratorial de 4.128 pacientes atendidos num ambulatório especializado em Doenças Sexualmente Transmissíveis, no período compreendido entre janeiro de 1999 a dezembro de 2009.

RESULTADOS: Houve predomínio dos pacientes do sexo masculino (76%) em relação aos do sexo feminino (24%); da raça branca (74,3%) sobre as raças parda (14,8%), negra (10,8%) e amarela (0,1%). A ocorrência das Doenças Sexualmente Transmissíveis foi maior na faixa etária de 20 a 29 anos, com 46,2%. Na população estudada, 34,7% dos pacientes completaram o ensino médio, 8,7% o curso superior e 0,8% eram analfabetos. Em relação à orientação afetivo-sexual, 86,5% eram heterossexuais, 7,8% se relacionavam somente com pessoas do mesmo sexo e 5,5% bissexuais. Em relação a prática sexual nos últimos 30 dias, 67,7% declararam ter mantido relação sexual com apenas um parceiro, 8,6% com dois e 3,9% com três ou mais parceiros. As Doenças Sexualmente Transmissíveis de maior incidência foram o condiloma acuminado com 29,4% dos diagnósticos, a candidose genital com 14,2% e o herpes genital, com 10,6% dos casos. Dos 44,3% dos pacientes que realizaram o teste sorológico para detecção do HIV, 5% obtiveram resultado positivo, com razão de 6,8 homens para 1 mulher.

CONCLUSÃO: As Doenças Sexualmente Transmissíveis mantêm alta prevalência no Brasil, sendo necessário investir na detecção precoce, prevenção e tratamento adequado.

MeSH terms

  • Adolescent
  • Adult
  • Age Distribution
  • Bacteriological Techniques
  • Brazil / epidemiology
  • Child
  • Female
  • Fluorescent Antibody Technique, Indirect
  • Hospitals, Special
  • Humans
  • Male
  • Middle Aged
  • Prevalence
  • Retrospective Studies
  • Sex Distribution
  • Sexually Transmitted Diseases / epidemiology*
  • Socioeconomic Factors
  • Time Factors
  • Young Adult