Introduction: To evaluate sleep deprivation and its effects on young physicians in relation to concentration capacity and psychomotor performance.
Material and methods: Eighteen physicians aged 26 - 33 years were divided into 2 groups: non-sleep deprived group (with no night work) and sleep deprived group (minimum 12 hour of night work/week). We applied Pittsburgh Sleep Quality Index to screen the presence of sleep pathology and Epworth Sleepiness Scale to evaluate subjective daytime sleepiness; we used actigraphy and sleep diary to assess sleep hygiene and standard sleep-wake cycles. To demonstrate the effects of sleep deprivation, we applied Toulouse-Piéron's test (concentration test) and a battery of three reaction time tasks after the night duty.
Results: Sleep deprived group had higher daytime sleepiness on Epworth Sleepiness Scale (p < 0.05) and during week sleep deprivation was higher (p < 0.010). The mean duration of sleep during the period of night duty was 184.2 minutes to sleep deprived group and 397.7 minutes to non-sleep deprived group (p < 0.001). In the Toulouse-Piéron's test, the sleep deprived group had more omissions (p < 0.05) with a poorer result in concentration (p < 0.05). Psychomotor tests that evaluated response to simple stimuli revealed longer response latency (p < 0.05) and more errors (p < 0.05) in Sleep deprived group; in reaction to instruction test the sleep deprived group showed worse perfection index (p < 0.05); in the fine movements test there was no statistically significant difference between the groups.
Discussion: Acute sleep deprivation resulting from nocturnal work in medical professions is associated with a reduction in attention and concentration and delayed response to stimuli. This may compromise patient care as well as the physician's health and quality of life.
Conclusion: It is essential to study the effects of acute sleep deprivation on the cognitive abilities and performance of health professionals.
Introdução: Avaliar a privação do sono e seus efeitos sobre os jovens médicos relativamente à capacidade de concentração e desempenho psicomotor. Material e Métodos: Dezoito médicos, com idades entre 26 - 33 anos, divididos em dois grupos: grupo sem privação de sono (sem trabalho nocturno) e grupo com privação de sono (no mínimo 12 horas de trabalho nocturno / semana). Aplicámos o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh para rastrear a presença de patologia do sono e a Escala de Sonolência Epworth para avaliar subjectivamente a sonolência diurna; usamos actigrafia e o diário de sono para avaliar a higiene do sono e os ciclos de sono-vigília. Para demonstrar os efeitos da privação do sono, foi aplicado o teste de Toulouse-Piéron (teste de concentração) e uma bateria de trêstestes de tempo de reação após o período de trabalho nocturno. Resultados: O grupo com privação de sono apresentou maior sonolência diurna na Escala de Sonolência Epworth (p < 0,05) e durante a semana a privação de sono foi maior (p < 0,010). A duração média do sono durante o período de trabalho nocturno foi de 184,2 minutos para o grupo com privação de sono e 397,7 minutos para grupo sem privação de sono (p < 0,001). No teste Toulouse-Piéron o grupo com privação de sono apresentou maior número de omissões (p < 0,05) com um pior resultado no índice de concentração (p < 0,05). Os testes psicomotores que avaliaram a resposta a estímulos simples revelaram maior latência na resposta (p < 0,05) e mais erros (p < 0,05) no grupo com privação de sono; no teste de reacção a instrução o e grupo com privação de sono apresentou pior índice de perfeição (p < 0,05); no teste de movimentos finos não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Discussão: A privação de sono aguda resultante do trabalho nocturno em profissões médicas está associada a uma diminuição da atenção e concentração e no atraso de resposta a estímulos. Isto pode comprometer o atendimento ao paciente, bem como a saúde e a qualidade de vida do próprio médico. Conclusão: Ã essencial estudar os efeitos da privação aguda de sono sobre a capacidade cognitiva e de desempenho dos profissionais de saúde.