Frailty profile in Brazilian older adults: ELSI-Brazil

Rev Saude Publica. 2018 Oct 25;52Suppl 2(Suppl 2):17s. doi: 10.11606/S1518-8787.2018052000616.
[Article in En, Portuguese]

Abstract
in En , Portuguese

Objective: To estimate the prevalence of frailty and to evaluate the associated factors in the non-institutionalized Brazilian population aged 50 years or older.

Methods: The analyses were conducted in 8,556 participants of the baseline survey of the Longitudinal Study of Health of the Brazilian Elderly (ELSI-Brazil) conducted in 2015 and 2016. Frailty was defined based on five characteristics: weight loss, weakness, slowness, exhaustion and low level of physical activity. Participants with three or more characteristics were classified as frail. A Poisson regression model was used to examine the association between frailty and sociodemographic and health factors.

Results: The prevalence of frailty was 9.0% (95%CI 8.0-10.1) among participants aged 50 years or over. Among the older adults aged 60 or over, the prevalence was 13.5% (95%CI 11.9-15.3) and 16.2% (95%CI 14.3-18.3) among those 65 aged years or over. Factors associated with higher prevalence of frailty were low schooling, residence without a partner, health conditions (poor self-rated health and two or more chronic diseases) and limitation to perform basic activities of daily living.

Conclusions: The prevalence of frailty among Brazilians aged 65 years or older is similar to their European counterparts. Poor health conditions, functional limitation and low schooling emerge as the factors most strongly associated with the frailty in this population.

OBJETIVO: Estimar a prevalência de fragilidade e avaliar os fatores associados na população brasileira, não institucionalizada, com 50 anos ou mais.

MÉTODOS: As análises foram conduzidas em 8.556 participantes da linha de base do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), entre 2015 e 2016. A fragilidade foi definida com base em cinco características: perda de peso, fraqueza, redução de velocidade de marcha, exaustão e baixo nível de atividade física. Os participantes com três ou mais características foram classificados como frágeis. As covariáveis incluíram características sociodemográficas e condições de saúde. As análises multivariadas foram realizadas por meio da regressão de Poisson.

RESULTADOS: A prevalência de fragilidade foi de 9,0% (IC95% 8,0–10,1) na faixa etária de 50 anos ou mais. Na faixa etária de 60 anos ou mais, a prevalência aumentou para 13,5% (IC95% 11,9–15,3) e atingiu 16,2% (IC95% 14,3–18,3) entre aqueles com 65 anos ou mais. Os fatores associados à maior prevalência de fragilidade foram escolaridade mais baixa, residência sem um companheiro(a), condições de saúde (pior autoavaliação da saúde e duas ou mais doenças crônicas) e limitação para realizar atividades básicas da vida diária.

CONCLUSÕES: A prevalência de fragilidade entre brasileiros com 65 anos ou mais é semelhante à observada, na faixa etária correspondente, em países europeus. As piores condições de saúde, a limitação funcional e a baixa escolaridade emergem como os fatores mais fortemente associados à fragilidade nessa população.

MeSH terms

  • Aged
  • Brazil / epidemiology
  • Chronic Disease
  • Cross-Sectional Studies
  • Female
  • Frail Elderly / statistics & numerical data*
  • Frailty / epidemiology*
  • Geriatric Assessment / methods*
  • Humans
  • Longitudinal Studies
  • Male
  • Middle Aged
  • Prevalence
  • Socioeconomic Factors