Stress and Coping Among Workers at Psychosocial Care Centers in the Interior of the State of Sao Paulo

Rev Bras Med Trab. 2020 Jan 9;17(1):83-89. doi: 10.5327/Z1679443520190300. eCollection 2019.

Abstract

Background: Psychosocial Care Centers (CAPS) are community-based facilities designed as a substitutive model to break with asylum-based care and aligned to the principles underlying the Unified Health System (Sistema Único de Saúde-SUS); thus they promote patient-centered care.

Objective: To establish the prevalence of stress and its association with biosocial characteristics and coping strategies within the work process of healthcare providers at CAPS in a city in the interior of the state of Sao Paulo, Brazil.

Method: Cross-sectional quantitative study involving administration of three questionnaires: biosocial, Work Stress Scale and a checklist of coping strategies. The sample comprised 193 healthcare providers from 11 different CAPS.

Results: Most participants were female, with average age 35 years old, single and without children. The levels of stress were rated high, with prevalence of 50.2%. The main associations found concern the participants' subjective appraisal of their job, particularly personal recognition and satisfaction. The coping strategies most frequently cited were problem-solving and social support.

Conclusion: We found high levels of stress in the analyzed population and association of stress mainly with biosocial characteristics.

Introdução: Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços comunitários que foram concebidos como modelo substitutivo que rompe com o modelo de atenção manicomial, alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo uma clínica centrada no sujeito.

Objetivo: Identificar a prevalência de estresse e suas associações com as características biossociais e as estratégias de enfrentamento relacionadas ao processo de trabalho dos profissionais da saúde que trabalham nos CAPS de uma cidade do interior de São Paulo.

Método: Estudo transversal quantitativo utilizando três questionários de autopreenchimento: um biossocial, a Escala de Estresse no Trabalho (EET) e um com estratégias de enfrentamento do estresse (coping). A investigação foi desenvolvida com 193 profissionais de saúde de 11 CAPS.

Resultados: Houve predominância de sexo feminino, 35 anos, sem filhos e solteiros. O estresse foi considerado alto, com 50,2% de prevalência. As principais associações dizem respeito às questões subjetivas relacionadas à forma como o trabalhador avalia e sente seu trabalho. As estratégias de enfrentamento mais utilizadas foram resolução de problemas e suporte social.

Conclusão: Observou-se elevado grau de estresse na população estudada e, principalmente, suas associações com características biossociais.

Keywords: burnout, professional; health personnel; mental health; mental health services.