Aim: To assess the long-term neurodevelopmental outcome of neonates born at term diagnosed with perinatal haemorrhagic stroke (PHS) and investigate the associations among brain territorial involvement, clinical risk factors, and neurodevelopmental outcomes.
Method: We conducted a population-based study enrolling 55 neonates born at term with PHS confirmed by magnetic resonance imaging born between 2007 and 2017. Long-term neurodevelopmental outcome was assessed using the Bayley Scales of Infant Development, Second Edition, the Brunet-Lézine test, and the Stanford-Binet Intelligence Scales, Fifth Edition.
Results: Follow-up was available in 50 (91%) of the infants, at a median age of 60 months (interquartile range 35-88). Forty per cent of the infants developed according to population norms, and developmental disabilities were diagnosed less frequently among neonates with frontal lobe PHS. In a multivariable model, parietal lobe PHS increased the risk for cerebral palsy (odds ratio [OR] 6.7; 95% confidence interval [CI] 1.1-41.4) and cognitive impairment (OR: 23.6; 95% CI: 2.9-194.9), while the involvement of the thalamus and/or basal ganglia was associated with epilepsy (OR: 7.0; 95% CI: 1.3-37.7). Seizures on admission were associated with epilepsy (OR: 10.8; 95% CI: 1.8-64.3). Patients with PHS affecting multiple lobes had poor prognosis.
Interpretation: Parietal lobe haemorrhage, the involvement of the thalamus/basal ganglia, PHS affecting multiple lobes, and seizures were independent predictors of chronic neurodevelopmental sequelae, suggesting that the stroke territorial involvement and clinical risk factors influence the outcome of PHS.
Objetivo: Evaluar el resultado del desarrollo neurológico a largo plazo de los recién nacidos a término diagnosticados con accidente cerebrovascular hemorrágico perinatal (PHS) e investigar las asociaciones entre la participación territorial del cerebro, los factores de riesgo clínicos y los resultados del desarrollo neurológico. MÉTODO: Realizamos un estudio poblacional que identificó a 55 recién nacidos a término con PHS confirmado por resonancia magnética nacidos entre 2007 y 2017. El resultado del desarrollo neurológico a largo plazo se evaluó utilizando las Escalas Bayley de Desarrollo Infantil, Segunda Edición, la prueba Brunet-Lézine, y las escalas de inteligencia de Stanford-Binet, quinta edición.
Resultados: El seguimiento estuvo disponible en 50 (91%) de los lactantes, a una mediana de edad de 60 meses (rango intercuartil 35-88). El cuarenta por ciento de los bebés se desarrollaron de acuerdo con las normas de la población, y los trastornos del desarrollo se diagnosticaron con menos frecuencia entre los recién nacidos con PHS del lóbulo frontal. En un modelo multivariable, el PHS del lóbulo parietal aumentó el riesgo de parálisis cerebral (odds ratio [OR] 6,7; intervalo de confianza [IC] del 95 %: 1,1-41,4) y deterioro cognitivo (OR 23,6; IC del 95 %: 2,9-194,9), mientras que la afectación del tálamo y/o los ganglios basales se asoció con epilepsia (OR 7,0; IC 95% 1,3-37,7). Las convulsiones en el comienzo de la presentación clínica se asociaron con epilepsia (OR 10,8; IC 95 % 1,8-64,3). Los pacientes con PHS que afectaba a múltiples lóbulos tenían mal pronóstico. INTERPRETACIÓN: La hemorragia del lóbulo parietal, la afectación del tálamo/ganglios basales, el PHS que afecta a múltiples lóbulos y las convulsiones fueron predictores independientes de secuelas crónicas del neurodesarrollo, lo que sugiere que la afectación territorial del accidente cerebrovascular y los factores de riesgo clínicos influyen en el resultado del accidente cerebrovascular hemorrágico perinatal.
Objetivo: Avaliar os desfechos do neurodesenvolvimento em longo prazo de neonatos a termo com diagnóstico de acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico perinatal e investigar as associações entre o envolvimento territorial do cérebro, fatores de risco clínicos e desfechos do neurodesenvolvimento. MÉTODO: Conduzimos um estudo de base populacional envolvendo 55 recém-nascidos a termo com AVC hemorrágico perinatal confirmada por ressonância magnética nascidos entre 2007 e 2017. Os desfechos no neurodesenvolvimento em longo prazo foi avaliado usando as escalas de desenvolvimento infantil de Bayley, segunda edição, o teste de Brunet-Lézine, e as escalas de inteligência Stanford-Binet, quinta edição.
Resultados: O acompanhamento estava disponível em 50 (91%) dos lactentes, com idade mediana de 60 meses (intervalo interquartil 35-88). Quarenta por cento dos bebês desenvolveram-se de acordo com as normas populacionais, e as deficiências de desenvolvimento foram diagnosticadas com menos frequência entre os neonatos com AVC hemorrágico perinatal do lobo frontal. Em um modelo multivariável, o lobo parietal no AVC hemorrágico perinatal aumentou o risco de paralisia cerebral (odds ratio [OR] 6.7; intervalo de confiança de 95% [IC] 1.1-41.4) e prejuízo cognitivo (OR 23.6; IC 95% 2.9-194.9), enquanto o envolvimento do tálamo e / ou gânglios da base foi associado à epilepsia (OR 7.0; IC 95% 1.3-37.7). As convulsões na admissão foram associadas à epilepsia (OR 10.8; IC 95% 1.8-64.3). Pacientes com AVC hemorrágico perinatal afetando múltiplos lobos tiveram prognóstico ruim. INTERPRETAÇÃO: Hemorragia do lobo parietal, o envolvimento do tálamo / gânglios da base, o AVC hemorrágico perinatal afetando lobos múltiplos e convulsões foram preditores independentes de sequelas de neurodesenvolvimento crônicas, sugerindo que o envolvimento territorial do AVC e os fatores de risco clínicos influenciam o desfecho do AVC hemorrágico perinatal.
© 2022 The Authors. Developmental Medicine & Child Neurology published by John Wiley & Sons Ltd on behalf of Mac Keith Press.