How Can Patient's Risk Dictate the Timing of Endoscopy in Upper Gastrointestinal Bleeding?

GE Port J Gastroenterol. 2021 Jun 24;29(2):96-105. doi: 10.1159/000516945. eCollection 2022 Mar.

Abstract

Introduction: Although upper gastrointestinal bleeding (UGIB) management has improved substantially in the last decades, there is still much controversy regarding the optimal timing for performance of endoscopy. Recent guidelines suggest performing an early endoscopy within 24 h of nonvariceal UGIB (NVUGIB) presentation, although its impact on patients with different bleeding risks remains unclear.

Aim: To evaluate the impact of performing endoscopy within 24 h on NVUGIB outcomes and to compare it in patients with lower-risk vs. higher-risk bleeding.

Methods: This is a retrospective cohort study including consecutive patients undergoing upper endoscopy for suspected NVUGIB over 4 years. Demographic, clinical, biochemical, endoscopic, and outcome data were collected. Lower-risk bleeding was defined as a Glasgow-Blatchford score (GBS) <12 and higher-risk bleeding was defined as a GBS ≥12.

Results: A total of 298 patients with suspected NVUGIB were included, 55% of whom had higher-risk bleeding. Endoscopy was performed within 24 h in 62.1% of the patients. In lower-risk bleeding patients, performance of endoscopy within 24 h was associated with a higher need for endoscopic treatment (OR = 2.6; 95% CI 1.2-5.7; p = 0.004), a lower 30-day mortality (OR = 0.41; 95% CI 0.27-0.63; p = 0.03), and a lower need for transfusion (OR = 0.58; 95% CI 0.36-0.92; p = 0.02). In higher-risk bleeding patients, there were no statistically significant differences in NVUGIB outcomes in performing endoscopy within 24 h.

Conclusion: Endoscopy within 24 h of presentation was associated with a lower need for transfusion, a higher need for endoscopic treatment, and a lower 30-day mortality in lower-risk NVUGIB patients. Thus, performing endoscopy within the first 24 h of presentation can have a positive impact on NVUGIB outcomes even in lower-risk bleeding.

Introdução: Embora a abordagem da hemorragia digestiva alta não varicosa [HDANV] tenha melhorado substancialmente nas últimas décadas, há ainda muita controvérsia relativamente ao timing ideal de realização da endoscopia. Apesar das guidelines recentes sugerirem a realização de endoscopia precoce nas primeiras 24 horas de apresentação, o seu impacto em pacientes com estratificações de risco distintas permanece por esclarecer.

Objetivo: Avaliar o impacto da realização de endoscopia precoce nos diferentes outcomes de HDA não varicosa em doentes de baixo e alto risco.

Métodos: Estudo de coorte retrospetivo incluindo pacientes submetidos consecutivamente a endoscopia por suspeita de HDANV, durante 4 anos. Foram obtidos dados demográficos, clínicos, bioquímicos, endoscópicos e outcomes adversos. Baixo risco foi definido como score Glasgow-Blatchford >12 e alto risco como ≥12.

Resultados: Foram incluídos 298 pacientes, 55% sendo de alto risco. A endoscopia foi efetuada nas primeiras 24 horas em 62.1% dos pacientes. Em doentes de baixo risco, realizar endoscopia nas primeiras 24 horas associou-se a maior necessidade de terapêutica endoscópica [OR 2.6, IC 1.2–5.7; p = 0.004], menor mortalidade a 30 dias [OR 0.41, IC 0.27–0.63; p = 0.03] e menor necessidade de transfusão [OR 0.58, IC 0.36–0.92; p = 0.02]. Em doentes de alto risco não houve diferenças estatisticamente significativas nos outcomes pelo facto de efetuar endoscopia precoce.

Conclusão: Realizar endoscopia nas primeiras 24 horas de apresentação de HDANV foi associado a menor necessidade de transfusão, maior necessidade de terapêutica endoscópica e menor mortalidade a 30 dias em pacientes de baixo risco. Assim, efetuar endoscopia precoce pode ter um impacto positivo nos outcomes da HDANV, mesmo nos doentes que à partida têm menor risco de outcomes adversos.

Keywords: Nonvariceal upper gastrointestinal bleeding; Timing of endoscopy; Upper endoscopy.