Introduction: Musculoskeletal disorders are prevalent among university professors. With the expansion of private higher education and the increasing demands on academic staff, psychosocial risk factors may exacerbate these conditions beyond ergonomic challenges.
Objectives: To investigate the relationship between psychosocial risk factors and musculoskeletal symptoms among university professors in the private sector.
Methods: This quantitative, cross-sectional, and correlational study involved 122 university professors. Data were collected using the Nordic Musculoskeletal Questionnaire and the Scale for Evaluating Psychosocial Stressors in the Workplace. Analyses included descriptive statistics, point-biserial correlations, and Structural Equation Modeling (SEM) to assess latent relationships between psychosocial factors and musculoskeletal outcomes.
Results: The structural model demonstrated an adequate fit to the data (χ2 [38] = 58.590; p = 0.05124; comparative fit index = 0.98; Tucker-Lewis index = 0.97; standardized root mean square residual = 0.08; root mean square error of approximation = 0.06 [95%CI 0.02-0.06]), confirming a significant association between psychosocial factors and musculoskeletal symptoms. Psychosocial risk factors contributed to the occurrence of musculoskeletal symptoms in the past 12 months (β = 0.40; p < 0.001), work impairments (β = 0.34; p = 0.001), recent symptoms (β = 0.32; p < 0.001), and health care-seeking behavior (β = 0.52; p < 0.001). The most influential factors were job insecurity, work-family conflict, and role overload.
Conclusions: Psychosocial factors in academic work significantly impact the manifestation of musculoskeletal symptoms and their functional consequences. Managing these factors is essential for preventing and mitigating their effects on faculty health.
Introdução: Disfunções osteomusculares são frequentes no exercício da docência. Ante a expansão do ensino superior privado e o consequente aumento das exigências sobre os docentes, além das exigências ergonômicas, fatores de risco psicossociais podem agravar esses problemas.
Objetivos: Investigar a relação entre fatores de risco psicossociais e sintomas osteomusculares em professores universitários do setor privado.
Métodos: Estudo quantitativo, transversal e correlacional, com 122 professores universitários. Foram utilizados o Nordic Musculoskeletal Questionnaire e a Escala de Avaliação de Estressores Psicossociais no Contexto Laboral. A análise de dados incluiu estatísticas descritivas, correlação ponto-bisserial e modelagem de equações estruturais para avaliar as relações latentes entre os fatores psicossociais e os desfechos osteomusculares.
Resultados: O modelo estrutural apresentou um ajuste adequado aos dados (χ2 (38) = 58,590; p = 0,05124; comparative fit index = 0,98; índice Tucker-Lewis = 0,97; standardized root mean square residual = 0,08; root mean square error of approximation = 0,06 [intervalo de confiança de 95% 0,02-0,06]), confirmando a relação significativa entre fatores psicossociais e sintomas osteomusculares. Os resultados indicaram influência dos fatores de risco psicossociais na ocorrência de sintomas osteomusculares nos últimos 12 meses (β = 0,40; p < 0,001), impedimentos no trabalho (β = 0,34; p = 0,001), sintomas recentes (β = 0,32; p < 0,001) e busca por tratamento (β = 0,52; p < 0,001). Os fatores mais impactantes foram insegurança na carreira, conflito trabalho-família e sobrecarga de papéis.
Conclusões: Os fatores psicossociais no trabalho docente exercem um impacto significativo na manifestação de sintomas osteomusculares e seus desdobramentos funcionais. Gerir esses fatores é essencial para prevenir e mitigar os impactos na saúde dos docentes.
Keywords: cost of illness; cumulative trauma disorders; faculty.; occupational health.