["There are no slots, unless you know someone": perception of access to health services by Congolese women residing in Rio de Janeiro, Brazil]

Cad Saude Publica. 2025 Nov 7;41(10):e00196524. doi: 10.1590/0102-311XPT196524. eCollection 2025.
[Article in Portuguese]

Abstract

Data on the health of black women and the presence of this topic in national journals remain scarce, especially considering the frequent use of the primary care network and the Brazilian Unified National Health System (SUS, acronym in Portuguese) by these women. In this article, we take an intersectional perspective on the categories of gender, race, class, and nationality interlinked to the concept of "social capital" to analyze the perceptions of healthcare services by Congolese women residing in Rio de Janeiro, Brazil, in 2018. A qualitative study was conducted, consisting of participant observation and eight semi-structured interviews conducted at a refugee shelter (Cáritas RJ). The narratives of these women reveal the impact of daily violence on their experiences upon arriving in Brazil to seek shelter. Mistrust, language limitations, and lack of knowledge contribute to the lack of social capital and inaccessibility of services. As black women compose a large group of individuals that use the SUS, their active participation could exert an impact on their experiences with these services. The existence of spaces for listening to vulnerable groups, such as Congolese refugees, is another strategy for promoting equity and universal access to health for everyone.

Dados sobre a saúde da mulher negra e sua presença como tema em periódicos nacionais ainda são escassos, principalmente se considerarmos o quão frequente é seu uso da rede de atenção primária e do Sistema Único de Saúde (SUS). Neste artigo, partimos de uma ótica interseccional sobre as categorias de gênero, raça, classe e nacionalidade, interligadas ao conceito de “capital social”, para analisar percepções dos serviços de saúde por mulheres congolesas residentes no Rio de Janeiro, Brasil, no ano de 2018. Trata-se de estudo qualitativo, composto por observação participante e oito entrevistas semiestruturadas, em uma instituição de acolhimento a refugiados, a Cáritas RJ. As narrativas apresentadas por essas mulheres expõem o impacto da violência cotidiana em suas experiências ao chegarem ao Brasil em busca de abrigo. Desconfiança, limitações com a língua e a falta de conhecimento contribuem para a carência de capital social e inacessibilidade dos serviços. Destacamos que as mulheres negras compõem um grupo grande de usuárias do SUS e, portanto, contar com sua participação ativa pode impactar suas experiências com esses serviços. Nesse sentido, ter espaços para a escuta de grupos vulneráveis, como o de congolesas refugiadas, é mais uma estratégia a fim de promover equidade e o acesso universal à saúde para todos.

Los datos sobre la salud de las mujeres negras y su presencia como tema en las publicaciones periódicas nacionales siguen siendo escasos, sobre todo si tenemos en cuenta la frecuencia con la que recurren a la red de atención primaria y al Sistema Único de Salud (SUS). En este artículo, partimos de una perspectiva interseccional sobre las categorías de género, raza, clase y nacionalidad, interrelacionadas con el concepto de “capital social”, para analizar la percepción de los servicios de salud por parte de las mujeres congoleñas residentes en Río de Janeiro, Brasil, en el año 2018. Se trata de un estudio cualitativo, compuesto por observación participante y ocho entrevistas semiestructuradas, en una institución de acogida de refugiados (Cáritas RJ). Los relatos que cuentan estas mujeres muestran cómo la violencia diaria les afectó cuando llegaron a Brasil buscando refugio. La desconfianza, las limitaciones con el idioma y la falta de conocimientos contribuyen a la falta de capital social y a la inaccesibilidad de los servicios. Destacamos que las mujeres negras constituyen un grupo numeroso de usuarias del SUS y, por lo tanto, contar con su participación activa puede influir en sus experiencias con estos servicios. En este sentido, disponer de espacios para escuchar a los grupos vulnerables, como el de las refugiadas congoleñas, es otra estrategia más para promover la equidad y el acceso universal a la salud para todos.

Publication types

  • English Abstract

MeSH terms

  • Adult
  • Black People* / psychology
  • Brazil
  • Congo / ethnology
  • Female
  • Health Services Accessibility* / statistics & numerical data
  • Humans
  • Interviews as Topic
  • Middle Aged
  • National Health Programs
  • Qualitative Research
  • Refugees* / psychology
  • Refugees* / statistics & numerical data
  • Socioeconomic Factors
  • Young Adult