Stressful events throughout the life cycle and social inequalities in a cohort study

Cad Saude Publica. 2025 Dec 1;41(11):e00052125. doi: 10.1590/0102-311XEN052125. eCollection 2025.

Abstract

Stressful events are avoidable and potentially traumatic situations that cause damage to physical and mental health. Research on this topic is generally carried out in contexts without significant social inequalities. We described the prevalence and inequality measures for exposure to different stressful events according to sex, skin color, family income, and schooling using data from five follow-ups of the 1993 Pelotas (Brazil) birth cohort. We evaluated stressful events until adolescence (< 18 years, n = 2,755), in adulthood (18-30 years, n = 1,752), and in both periods (n = 1,400). The characteristics of the analytical samples were approximated to baseline using inverse probability weighting. Simple and complex measures were used to measure inequalities (difference, ratio, SII, and CIX). Until adolescence, the most prevalent stressful events were parental separation (67.5% of men) and the death of a relative (66.1% of women). The death of a relative was the most prevalent stressful event for both sexes in adulthood (men: 65.8%; women: 63.2%) and in both periods (men: 44.1%; women: 44.2%). Regardless of the period of life, black, less educated, and poorer individuals were the most exposed to the majority of stressful events. Emotional neglect, incarceration, parental separation, and discrimination were among the most unequal exposures, with blacks, those with less schooling, and the poorest being most affected, women being more exposed to emotional neglect and discrimination, and men to the other exposures. Physical and mental health care programs should be developed to prevent such exposures and minimize their damage to health, especially in the most vulnerable groups.

Eventos estressantes são situações evitáveis ​​e potencialmente traumáticas que prejudicam a saúde física e mental. Pesquisas sobre esse tema geralmente são realizadas em contextos sem desigualdades sociais significativas. Descrevemos medidas de prevalência e de desigualdade para exposição a diferentes eventos estressantes de acordo com sexo, cor da pele, renda familiar e escolaridade, utilizando dados de cinco acompanhamentos da coorte de nascimentos de Pelotas (Brasil) de 1993. Avaliamos eventos estressantes até a adolescência (< 18 anos, n = 2.755), na idade adulta (18-30 anos, n = 1.752) e em ambos os contextos (n = 1.400). As características das amostras analíticas foram semelhantes à linha de base de acordo com a ponderação de probabilidade inversa. Utilizaram-se medidas simples e complexas para medir desigualdades (diferença, razão, índice de inclinação da desigualdade e índice de concentração). Até a adolescência, os eventos estressantes mais prevalentes foram separação dos pais (67,5% dos homens) e morte de um familiar (66,1% das mulheres). A morte de um familiar foi o evento estressante mais prevalente para ambos os sexos na idade adulta (homens: 65,8%; mulheres: 63,2%) e em ambos os períodos (homens: 44,1%; mulheres: 44,2%). Independentemente do período da vida, negros e indivíduos menos escolarizados e mais pobres foram os mais expostos à maioria dos eventos estressantes. Negligência emocional, encarceramento, separação dos pais e discriminação foram as exposições mais desiguais, com negros, aqueles com menor escolaridade e os mais pobres sendo os mais afetados, as mulheres sendo mais expostas à negligência emocional e à discriminação, e os homens às demais exposições. Programas de saúde física e mental devem ser desenvolvidos para prevenir tais exposições e minimizar os danos à saúde, especialmente nos grupos mais vulneráveis.

Los acontecimientos estresantes son situaciones evitables y potencialmente traumáticas que causan daños a la salud física y mental. Las investigaciones sobre este tema se llevan a cabo generalmente en contextos sin desigualdades sociales significativas. Describimos las medidas de prevalencia y desigualdad en la exposición a diferentes eventos estresantes según el sexo, el color de la piel, los ingresos familiares y el nivel educativo, utilizando datos de cinco seguimientos de la cohorte de nacimientos de Pelotas (Brasil) de 1993. Evaluamos los eventos estresantes hasta la adolescencia (< 18 años, n = 2.755), en la edad adulta (18-30 años, n = 1.752) y en ambos períodos (n = 1.400). Las características de las muestras analíticas se aproximaron al valor de referencia mediante la ponderación inversa de probabilidad. Se utilizaron medidas simples y complejas para medir las desigualdades (diferencia, ratio, SII y CIX). Hasta la adolescencia, los acontecimientos estresantes más frecuentes fueron la separación de los padres (67,5% de los hombres) y la muerte de un familiar (66,1% de las mujeres). La muerte de un familiar fue el evento estresante más prevalente para ambos sexos en la edad adulta (hombres: 65,8%; mujeres: 63,2%) y en ambos periodos (hombres: 44,1%; mujeres: 44,2%). Independientemente del período de la vida, las personas negras, con menor nivel educativo y más pobres fueron las más expuestas a la mayoría de los acontecimientos estresantes. El abandono emocional, el encarcelamiento, la separación de los padres y la discriminación se encontraban entre las exposiciones más desiguales, siendo las personas negras, las que tenían menos estudios y las más pobres las más afectadas. También se demostró que las mujeres eran más expuestas al abandono emocional y a la discriminación, y los hombres a las demás exposiciones. Se deben desarrollar programas de atención de la salud física y mental para prevenir tales exposiciones y minimizar su daño a la salud, especialmente en los grupos más vulnerables.

MeSH terms

  • Adolescent
  • Adult
  • Brazil / epidemiology
  • Cohort Studies
  • Female
  • Humans
  • Life Change Events*
  • Male
  • Prevalence
  • Sex Factors
  • Socioeconomic Factors
  • Stress, Psychological* / epidemiology
  • Young Adult