This study examined the health-disease process among women agriculturalists in traditional communities of the Central Amazon, focusing on the intersections between labor, environmental conditions, and social factors. Fieldwork was conducted in the Rio Negro Sustainable Development Reserve, using semistructured interviews and participant observation across five communities. Content analysis was validated by rarefaction and word co-occurrence techniques, confirming the adequacy of the sample and the obtained thematic categories. Results indicate that agricultural work contributes to women's health, autonomy, and dignity, while also exposing them to physical risks such as accidents and bodily strain. Care practices centered around traditional remedies and limited access to primary healthcare, which is hampered by long distances and resource shortages. Land conflicts, illegal land grabbing, and the impacts of major infrastructure projects, such as the Rio Negro Bridge and the proposed roads, further undermine healthcare provision. This study concludes that the multifactorial health-disease process is deeply tied to living and working conditions within a broader socioenvironmental context. Strengthening primary care and safeguarding traditional territories are essential to ensuring comprehensive health for these populations.
Este estudo examinou o processo saúde-doença entre mulheres agricultoras em comunidades tradicionais da Amazônia Central, com foco nas interseções entre trabalho, condições ambientais e fatores sociais. O trabalho de campo foi conduzido na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, utilizando entrevistas semiestruturadas e observação participante em cinco comunidades. A análise de conteúdo foi validada por meio de técnicas de rarefação e coocorrência de palavras, confirmando tanto a adequação da amostra quanto as categorias temáticas. Os resultados indicam que o trabalho agrícola contribui para a saúde, autonomia e dignidade das mulheres, ao mesmo tempo em que as expõe a riscos físicos, como acidentes e esforços excessivos. As práticas de cuidado são centradas no uso de remédios tradicionais, juntos com acesso limitado à atenção primária à saúde, que é dificultado por longas distâncias e a escassez de recursos. A provisão de serviços de saúde é ainda mais comprometida por conflitos de terra, apropriação ilegal de terras e os impactos de grandes projetos de infraestrutura, como a Ponte do Rio Negro e as estradas propostas. O estudo conclui que o processo saúde-doença é multifatorial e profundamente ligado às condições de vida e trabalho dentro de um contexto socioambiental mais amplo. O fortalecimento da atenção primária e a proteção dos territórios tradicionais são essenciais para garantir a saúde integral dessas populações.
Este estudio examinó el proceso salud-enfermedad entre las mujeres agricultoras de las comunidades tradicionales de la Amazonia Central, con énfasis en las intersecciones entre el trabajo, las condiciones ambientales y los factores sociales. El trabajo de campo se llevó a cabo en la Reserva de Desarrollo Sostenible del Río Negro, mediante entrevistas semiestructuradas y observación participante en cinco comunidades. El análisis de contenido se validó mediante técnicas de rarefacción y coocurrencia de palabras, lo que confirmó tanto la pertinencia de la muestra como las categorías temáticas. Los resultados indican que el trabajo agrícola contribuye a la salud, la autonomía y la dignidad de las mujeres, exponiéndolas al mismo tiempo a riesgos como accidentes y esfuerzo físico. Las prácticas de atención sanitaria se centran en el uso de remedios tradicionales, combinados con un acceso limitado a la atención primaria, que se ve obstaculizado por las largas distancias y la escasez de recursos. La prestación de servicios de salud se ve aún más afectada por los conflictos territoriales, la apropiación ilegal de tierras y los impactos de grandes proyectos de infraestructura, como el puente sobre el Río Negro y las carreteras en proyecto. El estudio concluye que el proceso salud-enfermedad es multifactorial y está profundamente unido a las condiciones de vida y de trabajo dentro de un contexto socioambiental más amplio. El fortalecimiento de la atención primaria y la protección de los territorios tradicionales son esenciales para garantizar la salud integral de estas poblaciones.